Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador energia. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Meteorito se choca com a lua em maior impacto já registrado
Astrônomos capturaram o momento em que um pedaço de rocha se chocou contra a Lua com tanta força que o flash pôde ser visto da Terra a olho nu. O meteorito de 400 kg, viajando a 61 mil quilômetros por hora (40.000 mph), formou uma nova cratera na superfície da lua com cerca de 40 metros de largura. Acredita-se que este é o maior impacto lunar já registrado.
A rocha, que era de cerca de um metro de diâmetro, se chocou com uma bacia de lava antiga chamada Mare Nubium, produzindo um flash quase tão intenso quanto a Estrela Polar.
A energia do impacto foi equivalente a 15 toneladas de TNT. Fique atento para a seta azul no vídeo abaixo e perceba o clarão.
Fonte: http://www.theguardian.com/science/2014/feb/24/meteorite-moon-largest-lunar-impact-recorded
Marcadores:
asteroide,
astronomia,
energia,
espaço,
lua
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
O cubo mais incrível que você já viu!
Para criar equilíbrio artificialmente e controlar aeronaves, naves espaciais e robôs utiliza-se um dispositivo chamado Giroscópio.
O vídeo abaixo, de um cubo chamado "The Cubli", mostra tudo que um giroscópio pode fazer!
Ele tem 15 × 15 × 15 cm e pode pular, caminhar e equilibrar-se em qualquer uma de suas arestas ou mesmo em um de seus cantos. Ele consegue fazer isto alterando o toque de seus rotores ou variando sua velocidade angular.
É impressionante ver o equipamento em funcionamento!
A engenhoca foi desenvolvida pelo "Institute for Dynamic Systems and Control", ETH Zurich, Suíça
Mais detalhes em: http://www.idsc.ethz.ch/Research_DAndrea/Cubli
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Ciência: Uma Caixa de Pandora ?
Diz a mitologia grega que ao ser aberta, a Caixa de Pandora libertou todos os males que vemos se abaterem sobre a terra. Será que a ciência é também uma espécie de caixa, que ao ser “aberta” pode liberar males que a natureza antes escondia?
Imagino ser pertinente tal questão pelo fato de que o conhecimento científico está intimamente ligado a criação de uma infinidade de dispositivos militares, sem citar interesses econômicos perniciosos. O fato mais marcante e famoso, e talvez o mais clichê, que ilustra esta visão é, no século passado, a criação das bombas atômicas de fissão e de hidrogênio e a ligação de vários cientistas com o projeto Manhattan, além da famosa carta de Einstein para o presidente americano Roosevelt.
Mas outro registro interessante, e muito menos conhecido pelo público, são as considerações do físico Pierre Curie acerca das potencialidades da “nova” descoberta que este e sua esposa, Marie Curie, faziam no final do século XIX e início do XX. Em 1903, quando ambos receberam o prêmio Nobel por suas pesquisas com Urânio, Rádio e Polônio (estes dois últimos elementos foram descobertos pelo casal), Pierre Curie encerrou seu discurso com as seguintes palavras:
“Pode-se ainda conceber que, em mãos criminosas, o rádio venha a tornar-se bastante perigoso, e aqui podemos indagar-nos se é vantajoso para a humanidade conhecer os segredos da natureza, se está madura para usufruir desses segredos da natureza ou se esse será nocivo. O exemplo das descobertas de Nobel é característico, os poderosos explosivos têm permitido aos homens executar tarefas admiráveis. São também um meio terrível de destruição nas mãos dos grandes criminosos que arrastam os povos para a guerra. Estou entre aqueles que pensam, como Nobel, que a humanidade extrairá mais bem do que mal das novas descobertas.”
Pierre Curie parece ainda carregar um sentimento positivista da ciência e da humanidade, uma visão de certa forma comum e “romântica” aos cientistas que viveram antes da primeira grande guerra. A mudança de tal sentimento pode ser notada no livro “O MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO” de Sigmund Freud (1929).
Mas podemos realmente dizer que a ciência é um grande mal para humanidade? Podemos coloca-la em cheque de tal forma a lhe atribuir todos os males atuais e do passado recente? Me vejo obrigado a fazer uma analogia, não para explicar, mas para nos fazer refletir, uma analogia utilizando a faca extremamente afiada.
Poderíamos dizer que a faca é um instrumento perigoso pois pode ferir a outros em mãos inescrupulosas, pode ferir em (e as) mãos não habilidosas ou desajeitadas, mas ela pode fazer um jantar maravilhoso nas mão de um mestre.
Também é injusto atribuir aos cientistas a máscara de cavaleiros do Apocalipse, quando é sabido que a esmagadora maioria destes trabalha com aplicações civis e/ou de conhecimento puro.
Além disto é inegável a quantidade de benefícios em todas as áreas, que a pesquisa tem proporcionado à humanidade (apesar do que mesmo com todas as suas conquistas as questões básicas humanas permanecem). Por isto casos isolados devem ser sempre vistos com cautela. A mesma descoberta da radiação que foi o germe para o desenvolvimento de armas de destruição em massa, teve aplicações médicas apenas alguns meses depois de sua descoberta. Marie Curie mesmo, durante a Segunda Grande Guerra, organizou um serviço de ambulâncias equipadas com aparelhos radiológicos, levando inclusive sua filha como assistente.
Assim a ciência é como qualquer construção humana, as intenções é que guiam suas utilizações e consequências, e não a descoberta em si, que nada mais é do que a revelação de uma das infindáveis facetas da natureza.
Referência:
Emilio Segrè, Dos Raios X aos Quarks – Físicos modernos e suas descobertas – Editora Universidade de Brasília
Imagino ser pertinente tal questão pelo fato de que o conhecimento científico está intimamente ligado a criação de uma infinidade de dispositivos militares, sem citar interesses econômicos perniciosos. O fato mais marcante e famoso, e talvez o mais clichê, que ilustra esta visão é, no século passado, a criação das bombas atômicas de fissão e de hidrogênio e a ligação de vários cientistas com o projeto Manhattan, além da famosa carta de Einstein para o presidente americano Roosevelt.Mas outro registro interessante, e muito menos conhecido pelo público, são as considerações do físico Pierre Curie acerca das potencialidades da “nova” descoberta que este e sua esposa, Marie Curie, faziam no final do século XIX e início do XX. Em 1903, quando ambos receberam o prêmio Nobel por suas pesquisas com Urânio, Rádio e Polônio (estes dois últimos elementos foram descobertos pelo casal), Pierre Curie encerrou seu discurso com as seguintes palavras:
“Pode-se ainda conceber que, em mãos criminosas, o rádio venha a tornar-se bastante perigoso, e aqui podemos indagar-nos se é vantajoso para a humanidade conhecer os segredos da natureza, se está madura para usufruir desses segredos da natureza ou se esse será nocivo. O exemplo das descobertas de Nobel é característico, os poderosos explosivos têm permitido aos homens executar tarefas admiráveis. São também um meio terrível de destruição nas mãos dos grandes criminosos que arrastam os povos para a guerra. Estou entre aqueles que pensam, como Nobel, que a humanidade extrairá mais bem do que mal das novas descobertas.”
Pierre Curie parece ainda carregar um sentimento positivista da ciência e da humanidade, uma visão de certa forma comum e “romântica” aos cientistas que viveram antes da primeira grande guerra. A mudança de tal sentimento pode ser notada no livro “O MAL-ESTAR NA CIVILIZAÇÃO” de Sigmund Freud (1929).Mas podemos realmente dizer que a ciência é um grande mal para humanidade? Podemos coloca-la em cheque de tal forma a lhe atribuir todos os males atuais e do passado recente? Me vejo obrigado a fazer uma analogia, não para explicar, mas para nos fazer refletir, uma analogia utilizando a faca extremamente afiada.
Poderíamos dizer que a faca é um instrumento perigoso pois pode ferir a outros em mãos inescrupulosas, pode ferir em (e as) mãos não habilidosas ou desajeitadas, mas ela pode fazer um jantar maravilhoso nas mão de um mestre.
Também é injusto atribuir aos cientistas a máscara de cavaleiros do Apocalipse, quando é sabido que a esmagadora maioria destes trabalha com aplicações civis e/ou de conhecimento puro.
Além disto é inegável a quantidade de benefícios em todas as áreas, que a pesquisa tem proporcionado à humanidade (apesar do que mesmo com todas as suas conquistas as questões básicas humanas permanecem). Por isto casos isolados devem ser sempre vistos com cautela. A mesma descoberta da radiação que foi o germe para o desenvolvimento de armas de destruição em massa, teve aplicações médicas apenas alguns meses depois de sua descoberta. Marie Curie mesmo, durante a Segunda Grande Guerra, organizou um serviço de ambulâncias equipadas com aparelhos radiológicos, levando inclusive sua filha como assistente.
Assim a ciência é como qualquer construção humana, as intenções é que guiam suas utilizações e consequências, e não a descoberta em si, que nada mais é do que a revelação de uma das infindáveis facetas da natureza.
Referência:
Emilio Segrè, Dos Raios X aos Quarks – Físicos modernos e suas descobertas – Editora Universidade de Brasília
Assinar:
Comentários (Atom)

